Capitalismo, Estado e Repressão
Fascismo no Rio Grande do Sul
Protesto não é crime, nenhum passo atrás! – crônica do ataque policial-estatal sofrido pela FAG
Sábado, 31 de outubro de 2009, Porto Alegre – RS, Brasil
A Federação Anarquista Gaúcha (FAG) agradece fraternalmente a solidariedade que está sendo manifestada e reafirma seus princípios frente ao ocorrido no dia 29 de Outubro, em Porto Alegre. Homens e mulheres livres, dotados de ideais e certos do direito que têm de expressá-los política e socialmente seguem íntegros.
Converge – cultura alternativa
Escola, linha de montagem
Professores ou Proletários? A Escola como fábrica
Este texto é o resumo de uma formação e debate com militantes sindicais professores de base, ocorrida em novembro de 2008. Discute a proletarização da profissão docente, o papel da escola dentro da cadeia de produção capitalista, a fragmentação do pessoal docente e a consciência que os professores tem de si próprios. Por Otto João Leite
“Educação não é mercadoria”. “Reformas neoliberais estão nos atacando”. “Querem avaliar nosso desempenho”. Tais afirmações, que descrevem nossa situação atual, precisam ser analisadas em sua essência comum, para que possamos entender a nossa situação e lutar.
As manifestações artísticas possuem o dom de expressar pela estética o que as teorias consomem grandes volumes para demonstrar. O filme The Wall (1982), produzido pelo Pink Floyd, retrata em uma parte a cena duma escola, como uma produção em série de alunos-mercadorias homogêneos, que enfim, desabam da esteira da linha de produção dentro duma imensa máquina de moer carne. Mas os alunos decidem no final se revoltar e incendeiam a escola. A arte muitas vezes antecipa fenômenos sociais reais. Continue lendo ‘Escola, linha de montagem’
Solidariedade ao MST
Manifesto em defesa do MST
Toda solidariedade ao MST! Contra a criminalização dos movimentos sociais!
Não bastasse o Brasil amargar com 500 anos de latifúndio e escravidão, além de massacres dos povos indígenas, o latifúndio persiste. Os verdadeiros bandidos são os latifundiários – assassinos de índios e camponeses pobres, ladrões de terra, falsificadores de títulos de propriedade, destruidores do meio ambiente, exploradores de trabalho escravo e adeptos da pistolagem de beira de estrada com capangas.
E quando o MST, um movimento que luta contra isso, representa uma possibilidade real de mudança, tentam criminalizá-lo, com a ajuda da mídia.
Até hoje, 1,5 mil sem-terras foram assassinados a mando dos latifundiários. Quantos latifundiários foram mortos por sem-terras? Nenhum!
A Mídia esforça-se por fazer convencer que o MST seria um movimento criminoso. Não acreditamos em tais mentiras. Porque esta mesma mídia não divulga que o movimento tem escolas onde estudam mais de 40 mil crianças no país, onde está ocorrendo uma revolução educacional?
Por isso, toda solidariedade ao MST! A História do Brasil não foi esquecida!
Manifesto em apoio ao MST, assinem aqui
http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais.
Morreu um anarquista, ou…
Morreu um anarquista, ou…
Nos solidarizamos com os familiares do companheiro morto. Não foi só ele, mas todos nós trabalhadores, que fomos atingidos.
23 de Outubro de 2009
http://passapalavra.info
Não dá para acreditar na versão da polícia e da imprensa. Temos plena convicção de que eles próprios atiraram nele. Não acreditamos que o professor Chrystian Paiva tenha cometido suicídio. Por Moésio Rebouças e Adriana Gomes
“Nem o governo, nem pistoleiros, nem esses bandidos todos não vão conseguir acabar com a gente. Nosso povo nasceu índio, nasceu cheio de coragem, nasceu guerreiro!”
Tumbalalá
De coração partido informamos que o companheiro e amigo Chrystian Paiva, que tive a oportunidade de conhecer em Santos (SP), em meados da década de 90, de conviver, trocar idéias, compartilhar sonhos e lutas, morreu neste domingo (18), aos 34 anos, sob circunstâncias mui suspeitas, num balneário na cidade de Boa Vista, em Roraima, estado onde a taxa de mortalidade por homicídio é uma das mais altas do Brasil. Deixou dois filhos, Lennon e Gaia. E vários companheiros e companheiras, amigos e amigas. Foi enterrado ontem (20) em São Paulo, na capital. Continue lendo ‘Morreu um anarquista, ou…’
Boletim do Trinca #3
Todos Somos Gaza
Todos Somos Gaza! Comunicado do Subcomandante Marcos, do Exército Zapatista de Libertação Nacional, de Chiapas, México.
Coletivo Libertário Trinca convida para o debate
Autonomia e Poder Popular na América Latina:
Do Zapatismo aos novos movimentos sociais do México
Continue lendo ‘debate sobre autonomia e poder popular no México’
Em defesa do MST
Em defesa do MST – Carta à Sociedade
Dirigimos esta carta aos trabalhadores urbanos honestos, que devido às manipulações grosseiras em anos de campanha mentirosa da mídia, tem reservas em relação ao MST. Pedimos que leiam e reflitam. Nos posicionamos, neste momento em que tentam incriminar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, em defesa completa deste movimento, e expomos abaixo as razões para tal. Continue lendo ‘Em defesa do MST’
Nota de esclarecimento sobre os recentes acontecimentos
13 de outubro de 2009
Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se pronunciar. Continue lendo ‘Nota do MST sobre os recentes acontecimentos’
Jornal Passa Palavra
Jornal Passa Palavra – um jornal a serviço das lutas sociais
A dominação capitalista, para ter eficácia na exploração, depende de conseguir estabelecer relações de poder e coerção, para sujeitar os indivíduos à lei do Valor e aos níveis de produtividade sempre crescentes. Para conseguir essa sujeição, ela recorre a toda uma engenharia social de decomposição política da classe trabalhadora, através da fragmentação dos trabalhadores e simultânea concentração do controle sobre o processo de trabalho através da microeletrônica, o que permite o fortalecimento dos gestores capitalistas e da classe capitalista em geral. Assim estão estabelecidas as bases para garantir a acumulação de capital e elevar a taxa de lucro. A tarefa que se coloca aos trabalhadores é a de se recompor como classe, fazendo suas lutas superarem o isolamento. Só assim as lutas podem superar as reivindicações parciais e se colocarem com caráter político como lutas anticapitalistas.
Para esse processo, o uso das novas tecnologias pelos trabalhadores é crucial, e assim as mídias alternativas têm sua importância.
Assim, temos o prazer de divulgar e recomendar calorosamente que todos acessem e ajudem a divulgar o Jornal Passa Palavra, uma nova mídia alternativa, que se destaca pela sua qualidade. Além do mais, o Passa Palavra constrói a reflexão anticapitalista a partir da realidade concreta das lutas, superando uma das mais problemáticas fragmentações que existem na esquerda: a fragmentação corporativa e de seitas políticas. Por essa razão, o Passa Palavra merece ser lido e divulgado em todos os meios onde haja um sentimento de luta social. Esse jornal pertence aos trabalhadores enquanto classe e é mais um valioso instrumento de voz da classe.
http://passapalavra.info
O Drama dos Palestinos no Brasil
O Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino dirige um apelo aos trabalhadores e movimentos sociais, em apoio aos nossos irmãos trabalhadores palestinos que se encontram refugiados no Brasil, passando sérias dificuldades.
Essencial para entender o caso Cesare Battisti. Vídeo L’eterna rivolta, com Toni Negri, em 5 partes. Está em italiano, mas o entendimento é relativamente fácil.
A Itália foi o ponto culminante da luta de classes e o laboratório da repressão e das modernas técnicas de poder. O estudo do período é essencial para se compreender a atual criminalização dos movimentos sociais, da esquerda anticapitalista e da pobreza.
Continue lendo ‘Vídeo sobre a luta de classes na Itália dos anos 60-70′
Palestra com Anselm Jappe, autor de As Aventuras da Mercadoria, uma obra fundamental para entender a atual crise capitalista e a crítica radical de Marx ao capitalismo.
O Centro Universitário Maria Antonia da USP recebe o teórico e professor Anselm Jappe para a palestra As aventuras da mercadoria às 20h do dia 29 de setembro.
Na palestra, Jappe, um dos principais estudiosos da obra de Guy Debord, propõe um novo olhar sobre a crise atual do capitalismo, que teve como recente expressão o último crack da economia americana e seu efeito dominó sobre o mercado global. Com base na retomada do interesse pelos escritos clássicos de Marx e na reflexão de pensadores contemporâneos como Moishe Postone e Robert Kurz, o teórico alemão afirma ser fundamental dispormos de uma crítica das categorias de base da modernização capitalista enquanto tal, e não apenas de sua respectiva distribuição ou aplicação.
Anselm Jappe é professor de estética da Academia de Belas Artes de Frosinone, na Itália, e doutor em História e Civilização pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Seus livros e ensaios foram traduzidos para diversas línguas, dentre os quais Guy Debord (Vozes, 1999) e As aventuras da mercadoria: para uma nova crítica do valor (Antígona, Lisboa, 2006) foram editados em português.
As aventuras da mercadoria
com Anselm Jappe
29 de setembro
terça-feira, 20h
entrada gratuita (retirar senha uma hora antes)
tradução simultânea
Centro Universitário Maria Antonia
3° andar · salão nobre
Informações
3255-7182 – r. 35
Seminário escolas itinerantes
O poder se estrutura sobre a fragmentação do proletariado. A lei do valor e o estabelecimento da taxa de lucro em geral depende dessa “engenharia” social dos gestores capitalistas em fragmentar os trabalhadores com várias divisões, horizontais (espaciais, corporativas) e verticais (hierarquicas), etnicas, religiosas e culturais, para desta forma estabelecer o controle social e manter a ordem sobre a fábrica social. O sindicalismo, com seu viés corporativista, colabora para a manutenção dessas divisões. Mas a autonomia das lutas sociais tende sempre a estravazar essas fronteiras, criando redes de solidariedade e unificação de lutas, rompendo o viés corporativista e assumindo um viés político, classista. É assim que se forma a consciência de classe do proletariado – através do processo de luta, e não uma ideologia abstrata e demagógica a ser introduzida de fora por uma vanguarda ou partido de iluminados. Essa construção das lutas concretas como poder popular é onde reside a possibilidade do anticapitalismo. Todo o resto é demagogia.
Espetacular unidade de ação entre bancários e trabalhadores dos Correios
http://blogmolotov.blogspot.com/2009/09/espetacular-unidade-de-acao-entre.html
Na manhã desta quinta-feira, 23, ocorreu em Fortaleza/CE um exemplo espetacular de unidade de ação entre os trabalhadores bancários (que iniciaram uma greve nacional hoje) e os trabalhadores dos Correios (em greve há uma semana). Continue lendo ‘Superar o corporativismo, em prol do classismo’
Sobre politicos absolvidos em escândalos de corrupção… Vemos sempre, a cada um que é absolvido, as pessoas indignarem-se, e lançarem às mãos aos cabelos assustadas.
Nós ficamos espantados com o quê? Isso é absolutamente normal e era de se esperar. Esta é a estrutura do poder. Esse é o Estado, poder do capitalismo. Queríamos que fosse diferente? Esse poder não é o nosso poder, é o poder DELES, do sistema, do dinheiro, do capital…. como poderia ser diferente? Iria mudar algo se fosse outro partido ou outras pessoas no lugar? Não! Só mudariam as moscas… Como diz o adágio… “eles estão certos, nós é que estamos errados. Eles apenas estão cumprindo o papel deles, de explorar o povo, e nós não estamos cumprindo o nosso, de lutar e impedi-los…”
Holloway provoca: “Lula não é o problema”
Em conferência durante o Fórum Social Nordestino, o autor de Mudar o mundo sem tomar o poder sustenta: “a esquerda sempre fracassará, enquanto não superar a democracia representativa”
John Holloway – 2004
I
O que fazer com a desilusão? O que fazer quando a democracia não funciona?
O Brasil é um país muito especial para formular essa pergunta. Há apenas dois anos, a esquerda mundial festejou o triunfo de Lula nas eleições. Houve uma grande vitória para a democracia, uma vitória real para a esquerda . E não qualquer esquerda, mas um partido de militância comprovada, com um líder trabalhador de miltância comprovada. Aqui, finalmente, todo mundo podia ver que era possível mudar a sociedade através de eleições democráticas.
E agora? Dois anos depois, desilusão total. A eleição de Lula não mudou o Brasil, o governo segue implementando as mesmas políticas do capitalismo neoliberal.
O que farão então com a desilusão? Escolher outro líder e esperar que seja melhor que Lula? Formar outro partido e esperar que seja melhor que o PT? Isto é o terrível dos governos de esquerda: quando fracassam (e sempre fracassam) parece que não há nenhuma solução e se instala a depressão.
O fracasso de Lula não é simplesmente um fenômeno brasileiro. É a repetição, no Brasil, de uma experiência mundial. Há uma palavra que ocorre uma e outra vez na história da esquerda estadocêntrica em todo o mundo: traição. O fato da traição repetir-se tão seguidamente faz com que o conceito de “traição” se torne ridículo. O fracasso da esquerda não pode ser simplesmente questão de traição, da culpa de um líder nem de um partido: tem a ver com as mesmas estruturas. O fato de que não é apenas uma experiência brasileira significa que temos que ir mais além de uma crítica a Lula ou ao PT. Continue lendo ‘Corrupção é problema estrutural do estado e poder capitalista’
Apelamos para todas e todos!
Apelamos para todas e todos!
Militantes dos movimentos sociais, centrais sindicais combativas, grupos de direitos humanos, feministas, de afrodescendentes, ecológicos, organizações de esquerda, coletivos libertários e indivíduos com consciência anticapitalista: já caiu a ficha para todos sobre o que significaria a extradição desse homem? Todos somos Cesare!
Mais informações sobre o caso de Cesare Battisti em:
http://passapalavra.info/?tag=cesare-battisti
24 de Setembro de 2009
http://passapalavra.info
A extradição de Cesare Battisti corresponderia a um golpe jurídico institucional, permitindo ao Supremo Tribunal Federal esvaziar os poderes do Executivo e desencadeando o clima favorável a uma onda de criminalização dos Movimentos Sociais.
A extradição de Cesare Battisti corresponderia a um golpe jurídico institucional, permitindo ao Supremo Tribunal Federal esvaziar os poderes do Executivo, que pelo menos, mal ou bem, é eleito pela população. Se deixarmos este golpe ser realizado, ele desencadeará o clima favorável a uma onda de criminalização dos Movimentos Sociais.
Apelamos para os Movimentos Sociais, principalmente dos sem terra e dos sem teto, que sabem que a sua luta não se limita aos problemas da reforma agrária e do direito à habitação.
Apelamos para os sindicatos, principalmente os que se inserem nas centrais sindicais mais combativas, que sabem que a luta pelos salários e pelo emprego não resolve sozinha o problema da exploração.
Apelamos para os partidos de extrema-esquerda e outros grupos de extrema-esquerda, que sabem que além do esforço por ampliarem o seu espaço político próprio existe uma luta comum contra o capitalismo.
Apelamos para os professores que possuem algum sentido crítico, que sabem que as palavras que ficam só dentro da sala de aula não chegam a lugar nenhum.
Apelamos para todos e todas, para que entendam que mobilizar-se contra a extradição de Cesare Battisti é agir contra a criminalização da luta anticapitalista.
Não há pressões sobre o governo e sobre o Supremo Tribunal Federal se não houver pressões na rua. Depende de todos vocês, que somos todos nós, impedir que um lutador anticapitalista seja extraditado para uma democracia que por três vezes escolhe ser governada por gangsters e neofascistas.
O Brasil é uma terra de asilo. Assim como o ditador Getúlio Vargas enviou Olga Benário para morrer na Alemanha nazi, deixaremos agora que este país se converta numa sucursal de Guantánamo? Passa Palavra








