Arquivo de abril, 2009

1º de Maio Autônomo

SARAU DO TRINCA

1º de Maio: Uma classe, muitas lutas

Por um 1º de Maio Autônomo, Anticapitalista e Antiburocrático!

Quando?
Dia 1º de Maio, a partir das 16 horas, na APEOESP Mogi das Cruzes

Onde?
Rua Hamilton Silva Costa, 427, Mogilar, Mogi das Cruzes (Rua que desce da
estação Mogi da CPTM)

Programação:

16 horas
– Exibição de vídeo sobre as lutas sociais no mundo atual
– Debate – A origem do dia dos trabalhadores: uma classe, muitas lutas – com
presença da educadora popular Simone Maria Magalhães e integrantes de
diversos movimentos sociais em roda
– Lançamento do Jornal Popular Passa Palavra (Brasil-Portugal)!

18 horas em diante:
– Sarau
– Bar
– Teatro
– Poesia
– Exposição
– Discotecagem
– Banda e músicos
– intervenções artísticas
– Comida árabe

Trata-se da iniciativa de coletivos e movimentos sociais de
promover um 1º de Maio alternativo, resgatando o verdadeiro sentido da
data como luta de tod@s nós trabalhadores contra a exploração e opressão,
e fazendo um contraponto às festas de 1º de Maio espetaculosas e vazias
que ocorrem todos os anos, onde a luta social é substituída por shows e
palanques eleitoreiros com sorteios de apartamentos e carros e sem a
participação efetiva dos trabalhadores.
Neste momento de crise, unificar as lutas sociais, construindo o poder
popular!

Iniciativa: Coletivo Trinca
Participação: Coletivo Sopros – Passa Palavra – integrantes da Oposição APEOESP –  Oposição Bancária – professores, artistas e estudantes e demais movimentos sociais e coletivos de Mogi, Alto Tietê e São Paulo.

https://coletivotrinca.wordpress.com
http://passapalavra.info

Professores ou Proletários?

A escola como fábrica ou a grande máquina de moer carne

13 de Abril de 2009
http://passapalavra.info

Este texto é o resumo de uma formação e debate com militantes sindicais de base da APEOESP, ocorrida em novembro de 2008. Discute a proletarização da profissão docente, o papel da escola dentro da cadeia de produção capitalista, a fragmentação do pessoal docente e a consciência que os professores tem de si próprios. Por Otto João Leite

“Educação não é mercadoria”. “Reformas neoliberais estão nos atacando”. “Querem avaliar nosso desempenho”. Tais afirmações, que descrevem nossa situação atual, precisam ser analisadas em sua essência comum, para que possamos entender a nossa situação e lutar.

pinkfloydthewallAs manifestações artísticas possuem o dom de expressar pela estética o que as teorias consomem grandes volumes para demonstrar. O filme The Wall (1982), produzido pelo Pink Floyd, retrata em uma parte a cena duma escola, como uma produção em série de alunos-mercadorias homogêneos, que enfim, desabam da esteira da linha de produção dentro duma imensa máquina de moer carne. Mas os alunos decidem no final se revoltar e incendeiam a escola. A arte muitas vezes antecipa fenômenos sociais reais.

Marx, há 140 anos, em sua obra principal, O Capital, analisou o funcionamento da sociedade capitalista em suas estruturas e mecanismos. Sua descoberta fundamental foi a de que vivemos em uma sociedade cuja essência é a mercadoria, onde tudo se torna mercadoria, a começar pelas coisas fundamentais da vida – a terra, os meios de produção (instrumentos de trabalho) e a própria força de trabalho do homem (o próprio indivíduo vira mercadoria, um “proletário”). O capitalismo é um processo de mercantilização, de transformação de tudo em mercadoria. Essa mercantilização significa a acumulação de Capital e a proletarização das pessoas. (mais…)