Arquivo de maio, 2009

Vídeo Palestinos

ATIVIDADE SOLIDÁRIA AOS REFUGIADOS PALESTINOS EM MOGI DAS CRUZES

Serão apresentados dois vídeos, em telão. O primeiro, “A chave de casa”, com duração de 55 minutos, é um documentário que relata a vinda e a vida dos refugiados palestinos que vieram para Mogi das Cruzes no final de 2007.

O segundo vídeo, “Filhos de Nakba”, com duração de apenas 20 minutos, contém entrevistas de palestinos que vivem hoje em Mogi das Cruzes. Estarão presentes, para uma conversa após a apresentação, refugiados palestinos que participaram dos dois vídeos.

Dia 30/05, às 16 horas, na APEOESP – sub sede Mogi, à rua Hamilton Silva e Costa, nº 427, Mogilar. ENTRADA GRATUITA.

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Mobilização pela derrubada do AI-5 Digital

17 de Maio de 2009

http://passapalavra.info  

No âmbito global, avançam as leis que atacam o livre acesso à Internet, transformando-a num espaço completamente vigiado. No Brasil, a ofensiva dos grupos econômicos se manifesta através do Projeto de Lei do Senador Azeredo, que em ato público foi rejeitado no dia 14 deste mês.

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Estudantes ocupam o DCE da USP

Publicado: maio 17, 2009 em Lutas Sociais

Toda Solidariedade ao movimento dos estudantes da USP, que há três semanas ocuparam e se reapropriaram do espaço do DCE, que lhes pertence e havia sido retirado deles!  E cabe denunciar a trairagem dos partidos políticos, que estão TODOS se posicionando contra a ocupação do DCE. E toda Solidariedade à Greve dos Funcionários da USP!

Todo apoio aos movimentos autônomos e independentes! Fora Partidos políticos com sua peleguice!

Mais informações sobre o movimento no Blog da Ocupação:

http://dceocupado.blogspot.com/

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Liberdade

Ao mesmo tempo em que repudiamos toda repressão contra os movimentos
populares que lutam contra a miséria e a fome a que o capitalismo submete
milhões de seres humanos, manifestamos aqui todo nosso apoio aos integrantes da Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra – FPDT, pois temos plena consciência da injustiça que comete o estado mexicano por meio do seu governo federal, governo estadual do México e governo municipal de Texcoco em reprimir sua luta justa e depois condenar seus integrantes.
Defendemos a luta dos povos por condições de vida dignas a todos, coisa que sob o sistema capitalista é impossível, e repudiamos e não reconhecemos as medidas impostas pelos governos que defendem esse sistema, testas de ferro dos interesses das empresas, impondo covardemente, pela força das armas as suas leis contra os movimentos populares.

LIBERDADE AOS INTEGRANTES DA FRENTE DE PUEBLOS EN DEFENSA DE LA TIERRA!
LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO POR CONDIÇÕES DIGNAS DE VIDA!
LIBERDADE PARA AS LUTAS ANTI-CAPITALISTAS!

COLETIVO LIBERTARIO TRINCA – BRASIL

O Coletivo Libertário Trinca declara toda solidariedade aos trabalhadores presos em Atenco, bem como repudia a toda forma de perseguição política contra os trabalhadores, e conclama a que os demais movimentos sociais e coletivos do Brasil assinem também a moção abaixo em solidariedade.

 

LIBERDADE E JUSTIÇA PARA ATENCO

 

Os dias 3 e 4 de maio de 2006, um operativo policial ordenado pelo Governo Federal mexicano, pelo governo estadual (Estado de México) e o governo municipal de Texcoco, detonado contra integrantes do Frente de Povos em Defensa da Terra (Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra, FPDT), que apoiavam a defesa do direito ao trabalho de comerciantes floristas da localidade, deu lugar a um dos mais violentos episodios represivos da historia do México.  

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Uma classe, várias lutas

Publicado: maio 13, 2009 em Uncategorized
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A subsede da Apeoesp de Mogi das Cruzes-SP reuniu, em um evento de 1º de Maio alternativo, diferentes grupos e pessoas dispostas a trocarem experiências e refletirem sobre os impasses das lutas populares nos dias de hoje.

sarau2Coletivos independentes, refugiados palestinos, militantes sindicais, ativistas de outras nacionalidades, artistas e membros da comunidade local compuseram o sarau de 1º de Maio realizado na subsede regional da Apeoesp de Mogi das Cruzes, na grande São Paulo. Diante do vazio de significado que a data comemorativa representa hoje para a maioria dos trabalhadores, a iniciativa de realizar um evento que conjugue discussão política com intervenções artísticas se apresentou como uma alternativa admirável e que merece ser repetida.

Na roda de discussão, que se seguiu à exibição de um filme sobre a luta do operariado de São Paulo no início do século XX, tiveram voz elementos representativos dos inúmeros segmentos em que se apresenta hoje a classe trabalhadora e suas frentes de lutas cotidianas.

A educadora Simone Maria abriu a conversação, apresentando um pouco das diversassarau1 aplicações que o conceito de educação popular tivera ao longo do século XX no Brasil. Aproveitou para reafirmar o compromisso que os atuantes neste setor devem ter com as entidades populares e com a transformação radical da sociedade, a exemplo do que têm feito algumas escolas de movimentos e cursinhos populares. Em seguida, um companheiro mexicano que visita o Brasil contou sobre as últimas experiências políticas que travam as organizações populares de seu país. César, depois de narrar resumidamente a insurgência dos povos de Oaxaca ocorrida em 2006 e a mobilização em curso para libertação dos presos políticos de San Salvador Atenco, destacou o recrudescimento das medidas repressivas dos poderes públicos e privados, manifestas pelo sistemático processo de criminalização das ações populares, deixando-nos a impressão de que nesta matéria há muito mais proximidade do que as distâncias geográficas podem fazer supor.

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Publicado: maio 5, 2009 em Uncategorized

formao

Boletim 1º de Maio

Marco Fernandes

O capitalismo passou por mudanças estruturais nas últimas duas décadas. Com isso, mudou também a dinâmica da luta de classes. Seu palco privilegiado sempre foi o processo de produção de mercadorias, o mundo do trabalho. Mas nesse palco é encenada atualmente uma tragédia. A crise que assola o sistema desencadeou o desemprego em massa, a precarização brutal das relações de trabalho e perda de direitos históricos maquiadas de terceirização, flexibilização e outras artimanhas empresariais (um dos resultados dessa tragédia, segundo a OIT, foi a morte de 2 milhões de trabalhadores no ano passado, vítimas de acidentes de trabalho e “doenças ocupacionais”). (mais…)

Tempo livre

Publicado: maio 3, 2009 em Formação Política e Teoria

Tempo Livre

O tempo da brecha na História
Sobre o uso do tempo pelo poder popular

Marco Fernandes[1]

Estamos sendo enganados?
A clássica jornada de 8 horas diárias de trabalho, outrora um direito conquistado – com muito sangue, suor e greves – pelos trabalhadores dos países industrializados, no centro e na periferia do sistema, vem se tornando um privilégio nos últimos anos. A falta de tempo pra família, pro lazer, ou simplesmente pro descanso, é uma das maiores queixas dos trabalhadores em todo o mundo, e os índices de stress no trabalho já atingem patamares assustadores, a ponto de serem tratados como “epidemia” pelas instituições de saúde ao redor do mundo: a Organização Mundial da Saúde, por exemplo, já declara oficialmente que o stress é o “mal do século”. (mais…)

Marco Fernandes *

Há cerca de dez anos, o povo pobre da periferia de Buenos Aires, na Argentina, (e de outras cidades do país), decidiu que não suportaria mais calado o sofrimento imposto pelo desemprego e pela miséria que castigava o país. Em pleno governo neoliberal de Carlos Menen, a classe média e os ricos ainda viviam o sonho consumista, viajando para Florianópolis e Miami como quem vai até a esquina. É quando surgem as primeiras organizações de desempregados, os chamados movimentos piqueteiros. O país foi então obrigado a ouvir a voz daqueles que não tinham espaço: a massa de pobres produzidos por uma economia em colapso, que em 2002 chegou a ter 30% de desempregados e mais da metade da população abaixo da linha de pobreza. A Argentina, que havia sido um país de classe média até meados (mais…)

BOLIVIA: Comunidade, máquina social da mudança

Em El Alto, subúrbio pobre da capital La Paz, moradores se organizam por transformações radicais no país

Marco Fernandes
de Montevidéu (Uruguai) (mais…)

João Bernardo

In: Piá Piou. Revista do coletivo Cactus. Coletivo de mulheres que atua autogestionariamente em educação. São Paulo, N° 3, Novembro de 2005.

Contrariamente ao que afirma a esmagadora maioria dos políticos e dos estudiosos da política, uma das principais características da sociedade capitalista é o fato de o Estado não se limitar às instituições que formalmente o compõem: governo, parlamento, policia e tribunais. No capitalismo o Estado, muito mais do que um conjunto de instituições, é o conjunto de princípios organizacionais que deve presidir a estrutura interna de todas as instituições, mesmo as que não lhe estejam diretamente ligadas. (mais…)

Raoul Vaneigem

Em uma sociedade industrial que confunde trabalho e produtividade, a necessidade de produzir sempre foi antogonista do desejo de criar. O que resta de centelha humana, de criatividade possível, em um ser privado do sono às seis horas a cada manhã, que se equilibra nos trens suburbanos, ensurdecido pelo ruído das máquinas, lixiviado, cozido a vapor pelas cadências, os gestos privados de sentido, o controle estatístico, e jogado ao fim do dia aos saguões das estações, catedrais de partida para o inferno das semanas e o ínfimo paraíso dos finais de semana, onde a multidão comunga a fadiga e o embrutecimento? Da adolescência à aposentadoria, nos ciclos de vinte e quatro horas ouve-se o uniforme estilhaçar de vidraças: rachadura da repetição mecânica, rachadura do tempo-é-dinheiro, rachadura da submissão aos chefes, rachadura do tédio, rachadura da fadiga. Da força viva esmigalhada brutalmente ao rasgo escancarado da velhice, a vida se racha por todos lados sob os golpes do trabalho forçado. Jamais uma civilização atingiu tal grau de desprezo pela vida; afogada no desgosto, jamais um geração experimentou tal raiva de viver. Aqueles que matamos lentamente nos matadouros mecanizados do trabalho são os mesmos que discutem, cantam, bebem, dançam, beijam, ocupam as ruas, pegam em armas, criam uma nova poesia. Já está se formando a frente contra o trabalho forçado; os gestos de recusa já modelam a consciência futura. Todo apelo à produtividade é, sob as condições desejadas pelo capitalismo e pela economia sovietizada, um apelo à escravidão. (mais…)