Arquivo de setembro, 2009

O Drama dos Palestinos no Brasil

Publicado: setembro 27, 2009 em Palestina

O Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino dirige um apelo aos trabalhadores e movimentos sociais, em apoio aos nossos irmãos trabalhadores palestinos que se encontram refugiados no Brasil, passando sérias dificuldades.

Apelo aos trabalhadores em apoio aos refugiados palestinos

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Essencial para entender o caso Cesare Battisti. Vídeo L’eterna rivolta, com Toni Negri, em 5 partes. Está em italiano, mas o entendimento é relativamente fácil.

A Itália foi o ponto culminante da luta de classes e o laboratório da repressão e das modernas técnicas de poder. O estudo do período é essencial para se compreender a atual criminalização dos movimentos sociais, da esquerda anticapitalista e da pobreza.

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anselm

 

Palestra com Anselm Jappe, autor de As Aventuras da Mercadoria, uma obra fundamental para entender a atual crise capitalista e a crítica radical de Marx ao capitalismo.

O Centro Universitário Maria Antonia da USP recebe o teórico e professor Anselm Jappe para a palestra As aventuras da mercadoria às 20h do dia 29 de setembro.
Na palestra, Jappe, um dos principais estudiosos da obra de Guy Debord, propõe um novo olhar sobre a crise atual do capitalismo, que teve como recente expressão o último crack da economia americana e seu efeito dominó sobre o mercado global. Com base na retomada do interesse pelos escritos clássicos de Marx e na reflexão de pensadores contemporâneos como Moishe Postone e Robert Kurz, o teórico alemão afirma ser fundamental dispormos de uma crítica das categorias de base da modernização capitalista enquanto tal, e não apenas de sua respectiva distribuição ou aplicação.

Anselm Jappe é professor de estética da Academia de Belas Artes de Frosinone, na Itália, e doutor em História e Civilização pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Seus livros e ensaios foram traduzidos para diversas línguas, dentre os quais Guy Debord (Vozes, 1999) e As aventuras da mercadoria: para uma nova crítica do valor (Antígona, Lisboa, 2006) foram editados em português.

As aventuras da mercadoria
com Anselm Jappe
29 de setembro
terça-feira, 20h
entrada gratuita (retirar senha uma hora antes)
tradução simultânea

Centro Universitário Maria Antonia
3° andar · salão nobre

Informações
3255-7182 – r. 35

seminario escolas itinerantes flyer

Seminário Escolas Itinerantes – pelo direito à educação!

Um seminário sobre as escolas do MST.

Onde: Faculdade de Educação da USP

Quando: Dia 1 de Outubro, 19 Horas

Apoiar a Educação Popular!

O poder se estrutura sobre a fragmentação do proletariado.  A lei do valor e o estabelecimento da taxa de lucro em geral depende dessa “engenharia” social dos gestores capitalistas em fragmentar os trabalhadores com várias divisões, horizontais (espaciais, corporativas) e verticais (hierarquicas), etnicas, religiosas e culturais, para desta forma estabelecer o controle social e manter a ordem sobre a fábrica social. O sindicalismo, com seu viés corporativista, colabora para a manutenção dessas divisões.  Mas a autonomia das lutas sociais tende sempre a estravazar essas fronteiras, criando redes de solidariedade e unificação de lutas, rompendo o viés corporativista e assumindo um viés político, classista. É assim que se forma a consciência de classe do proletariado – através do processo de luta, e não uma ideologia abstrata e demagógica a ser introduzida de fora por uma vanguarda ou partido de iluminados. Essa construção das lutas concretas como poder popular é onde reside a possibilidade do anticapitalismo. Todo o resto é demagogia.

 

Espetacular unidade de ação entre bancários e trabalhadores dos Correios

 http://blogmolotov.blogspot.com/2009/09/espetacular-unidade-de-acao-entre.html

Na manhã desta quinta-feira, 23, ocorreu em Fortaleza/CE um exemplo espetacular de unidade de ação entre os trabalhadores bancários (que iniciaram uma greve nacional hoje) e os trabalhadores dos Correios (em greve há uma semana). (mais…)

Sobre politicos absolvidos em escândalos de corrupção… Vemos sempre, a cada um que é absolvido, as pessoas indignarem-se, e lançarem às mãos aos cabelos assustadas.
Nós ficamos espantados com o quê? Isso é absolutamente normal e era de se esperar. Esta é a estrutura do poder. Esse é o Estado, poder do capitalismo. Queríamos que fosse diferente? Esse poder não é o nosso poder, é o poder DELES, do sistema, do dinheiro, do capital…. como poderia ser diferente? Iria mudar algo se fosse outro partido ou outras pessoas no lugar? Não! Só mudariam as moscas… Como diz o adágio… “eles estão certos, nós é que estamos errados. Eles apenas estão cumprindo o papel deles, de explorar o povo, e nós não estamos cumprindo o nosso, de lutar e impedi-los…”

 
 

Holloway provoca: “Lula não é o problema”

Em conferência durante o Fórum Social Nordestino, o autor de Mudar o mundo sem tomar o poder sustenta: “a esquerda sempre fracassará, enquanto não superar a democracia representativa”

John Holloway – 2004

I

 

O que fazer com a desilusão? O que fazer quando a democracia não funciona?

O Brasil é um país muito especial para formular essa pergunta. Há apenas dois anos, a esquerda mundial festejou o triunfo de Lula nas eleições. Houve uma grande vitória para a democracia, uma vitória real para a esquerda . E não qualquer esquerda, mas um partido de militância comprovada, com um líder trabalhador de miltância comprovada. Aqui, finalmente, todo mundo podia ver que era possível mudar a sociedade através de eleições democráticas.

E agora? Dois anos depois, desilusão total. A eleição de Lula não mudou o Brasil, o governo segue implementando as mesmas políticas do capitalismo neoliberal.

O que farão então com a desilusão? Escolher outro líder e esperar que seja melhor que Lula? Formar outro partido e esperar que seja melhor que o PT? Isto é o terrível dos governos de esquerda: quando fracassam (e sempre fracassam) parece que não há nenhuma solução e se instala a depressão.

O fracasso de Lula não é simplesmente um fenômeno brasileiro. É a repetição, no Brasil, de uma experiência mundial. Há uma palavra que ocorre uma e outra vez na história da esquerda estadocêntrica em todo o mundo: traição. O fato da traição repetir-se tão seguidamente faz com que o conceito de “traição” se torne ridículo. O fracasso da esquerda não pode ser simplesmente questão de traição, da culpa de um líder nem de um partido: tem a ver com as mesmas estruturas. O fato de que não é apenas uma experiência brasileira significa que temos que ir mais além de uma crítica a Lula ou ao PT. (mais…)

Apelamos para todas e todos!

 

Militantes dos movimentos sociais, centrais sindicais combativas, grupos de direitos humanos, feministas, de afrodescendentes, ecológicos, organizações de esquerda, coletivos libertários e indivíduos com consciência anticapitalista: já caiu a ficha para todos sobre o que significaria a extradição desse homem? Todos somos Cesare!

Mais informações sobre o caso de Cesare Battisti em:

http://passapalavra.info/?tag=cesare-battisti

 

24 de Setembro de 2009  
http://passapalavra.info

A extradição de Cesare Battisti corresponderia a um golpe jurídico institucional, permitindo ao Supremo Tribunal Federal esvaziar os poderes do Executivo e desencadeando o clima favorável a uma onda de criminalização dos Movimentos Sociais.

A extradição de Cesare Battisti corresponderia a um golpe jurídico institucional, permitindo ao Supremo Tribunal Federal esvaziar os poderes do Executivo, que pelo menos, mal ou bem, é eleito pela população. Se deixarmos este golpe ser realizado, ele desencadeará o clima favorável a uma onda de criminalização dos Movimentos Sociais.

apelo-4Apelamos para os Movimentos Sociais, principalmente dos sem terra e dos sem teto, que sabem que a sua luta não se limita aos problemas da reforma agrária e do direito à habitação.

Apelamos para os sindicatos, principalmente os que se inserem nas centrais sindicais mais combativas, que sabem que a luta pelos salários e pelo emprego não resolve sozinha o problema da exploração.

Apelamos para os partidos de extrema-esquerda e outros grupos de extrema-esquerda, que sabem que além do esforço por ampliarem o seu espaço político próprio existe uma luta comum contra o capitalismo.

Apelamos para os professores que possuem algum sentido crítico, que sabem que as palavras que ficam só dentro da sala de aula não chegam a lugar nenhum.

Apelamos para todos e todas, para que entendam que mobilizar-se contra a extradição de Cesare Battisti é agir contra a criminalização da luta anticapitalista.

Não há pressões sobre o governo e sobre o Supremo Tribunal Federal se não houver pressões na rua. Depende de todos vocês, que somos todos nós, impedir que um lutador anticapitalista seja extraditado para uma democracia que por três vezes escolhe ser governada por gangsters e neofascistas.

O Brasil é uma terra de asilo. Assim como o ditador Getúlio Vargas enviou Olga Benário para morrer na Alemanha nazi, deixaremos agora que este país se converta numa sucursal de Guantánamo? Passa Palavra

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cesare

 

Liberdade para o escritor Cesare Battisti! Um refugiado político ilegalmente preso no Brasil.

Divulguem esta notícia para todos seus contatos! O que está em jogo é muito grave.

Pela libertação do ativista e escritor Cesare Battisti, um refugiado político ilegalmente preso no Brasil!

1 – O escritor Italiano Cesare Battisti não cometeu nenhum assassinato. Os assassinatos atribuídos a ele ocorreram no mesmo dia a mais de quinhentos quilômetros de distância um do outro, o que tornaria o crime impossível. Além disso, o irmão de um dos mortos defendeu que o assassino não era em hipótese nenhuma Cesare, mas um sujeito alto moreno. Além disso, Cesare foi bode expiatório de um processo que utilizou torturas e delações premiadas.

2 – Nos anos 70, para conter o avanço dos movimentos sociais, como parte da estratégia de tensão da Guerra Fria, o governo Italiano se auto-inflingia ataques violentos e culpava os ativistas de esquerda, encarcerando centenas de lideranças populares e fazendo perseguições em massa. Tratava-se de uma ditadura disfarçada de democracia. Battisti foi mais um dos presos políticos vítimas dessa cruel política dos poderosos de calar a boca dos movimentos sociais.

3 – Battisti foi reconhecido como refugiado político pela França de Mitterrand, e a Itália não questionou isso. Ao questionar que ele tenha refúgio político no Brasil, a Itália desrespeita a soberania nacional do Brasil e nos trata como “república de bananas”.

4 – Battisti está sendo tratado como preso comum, mas na verdade ele é um preso político. Ele escreveu diversos livros na França, onde denunciava as perseguições políticas e a ditadura disfarçada de democracia nos anos 70 da Itália. Estão tentando calar este homem por ter denunciado tudo isso.

5 – Em Janeiro o Ministro da Justiça, Tarso Genro, deu a ele o status de refugiado político, e o judiciário está passando por cima disso, ao querer impor a extradição dele para a Itália. Ele devia estar em liberdade, e está preso ilegalmente.

6 – Battisti na verdade está sendo vítima de um cruel processo onde ele é usado como bode expiatório do governo fascista de Berlusconi, que encena um grande espetáculo para ganhar votos e desviar a atenção popular da crise. A grande mídia crucifica este homem e tenta fazer a cabeça da população, tratando-o como um monstruoso criminoso, quando na verdade ele é um escritor e ativista político perseguido porque incomoda o sistema.

7 – Battisti é defendido por muitos ativistas de diversos países do mundo todo. Ele é mais um perseguido político, como Olga Benário, que foi entregue por Getúlio ao Hitler. A luta pela libertação de Battisti é a luta pela liberdade política.

8 – No Brasil vigora a lei de Anistia, portanto, manter Battisti preso e extraditá-lo significa permitir perseguições políticas no Brasil e abre um precedente perigoso para perseguir e criminalizar os movimentos e lutadores sociais no Brasil, como já vem acontecendo. Abre precedentes perigosos para os direitos fundamentais e liberdades políticas, de opinião e de expressão.

Portanto, somos pela imediata libertação do escritor Cesare Battisti, um homem inocente e perseguido político, e que o poder Executivo do Governo Federal o liberte e lhe dê o asilo e refúgio político. Isso é o mínimo que deve fazer um país que diz defender os princípios de liberdade e democracia.
Não podemos permitir que um homem seja usado como bode expiatório num processo absurdo e fascista, para fazer espetáculo num momento em que a crise, barbárie e desagregação do sistema capitalista atingem milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçando o futuro da humanidade.

Por isso, LIBERDADE PARA CESARE BATTISTI!

Vamos todos agir, antes que seja tarde!

Acesse a campanha pela libertação de Cesare Battisti! Ajude a divulgar isso para todos!

http://passapalavra.info/?tag=cesare-battisti

http://cesarelivre.org (mais…)

Só a luta muda a vida!

Publicado: setembro 17, 2009 em Lutas Sociais

Boletim Informativo Jardim Aeroporto III

Todo apoio à luta dos trabalhadores da comunidade do Jardim Aeroporto III! Só a Luta muda a vida!

Gestão empresarial da educação paulista

11 de Setembro de 2009  
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Qual o significado da atual reforma do sistema público de ensino do estado de São Paulo? Para entendê-la é necessário ter em conta os conflitos sociais que a permeiam e as estratégias de uma tecnocracia transnacional. Por Ronan

 

Derrota dos Ativistas de Base:
educacao_eadA forma que assume a condução dos processos formativos não pode ser separada do modelo que assume o Estado, a organização do trabalho e as lutas sociais. Para entendermos o significado atual da corrente reforma do ensino paulista é necessário que tenhamos em conta mudanças que vêm se procedendo dentro da universidade, que fornece os gestores dos sistemas educacionais e a sua mão-de-obra, os professores, assim como ter em conta o impacto que modelos de organização empresarial têm procedido sobre outras instituições somando-se ainda as formas de luta que têm se desenvolvido e a ação de órgãos transnacionais da educação sobre os estados e países. (mais…)

Apelo aos trabalhadores

Publicado: setembro 16, 2009 em Lutas Sociais

França: Um apelo dos operários da McCormick

Este apelo vale a todos os trabalhadores do mundo e do Brasil: não deixemos que os capitalistas descarreguem o peso da crise em nossas costas! Vamos nos organizar contra a ditadura do Capital!  Não serão os patrões, nem os políticos, nem burocratas, nem pelegos sindicais que irão nos impedir! Também não será com eleições que as coisas irão mudar, mas apenas com luta! Só a luta muda a vida…

15 de Setembro de 2009  
http://passapalavra.info

«Já fomos derrotados em dezenas de lutas locais, é tempo de sairmos do quadro limitado das empresas». O sindicato CGT da McCormick, de Saint-Dizier, apela à constituição de um colectivo de resistência operária. (mais…)

117 refugiados palestinos foram trazidos para o Brasil em 2007, dos quais
57, para Mogi das Cruzes e os demais foram levados para cidades do Rio
Grande do Sul e Paraná.

A tragédia de suas vidas começou quando tiveram de fugir da palestina
devido à invasão israelense, vindo a se fixar no Iraque, depois de lhes
serem negadas permissão de entrada em outros países vizinhos.

Em 2003, após a invasão norte americana no Iraque, começaram novamente as
perseguições, desta vez pelo exército norte americano e por grupos xiitas
iraquianos. Tentaram fugir para a Jordânia, mas foram barrados na
fronteira, na região de Ruweished, onde, sob a proteção da ONU, formaram o
Campo de Refugiados de Ruweished, onde viveram durante quatro anos e meio
em tendas de lona, no meio do deserto, enfrentando temperaturas extremas,
tempestades de areia, cobras e escorpiões do deserto.

Em 2007 foram informados pela ONU que o Campo de Ruweished seria
desativado e eles tinham como única opção vir para o Brasil. Sem outra
opção, aceitaram.

Ao CONARE coube coordenar o Programa, ao ACNUR-Brasil coube financiar o
programa, à Cáritas Brasileira coube aplicar o programa aos refugiados que
foram assentados em Mogi das Cruzes, enquanto à ASAV-Associação Padre
Antonio Vieira coube aplicar o Programa aos refugiados que foram
assentados no Sul do País.

O que ocorreu na prática é que nestes vinte e três meses, os refugiados
estão abandonados à própria sorte, e nem o CONARE, nem a ACNUR-Brasil, nem
a Cáritas e nem a ASAV dão solução para a situação de risco social em que
se encontram. Não há no programa definição de responsabilidades pela
assistência aos refugiados nem punição a quem deixa de cumprir.

Importante frisar que estamos entrando no último mês de validade do
Programa, o que torna urgente uma solução. Sem o auxílio subsistência e
sem condições próprias de subsistência, o sonho de reconstruir suas vidas
no Brasil estará irremediavelmente destruído.

Libertem Cesare Battisti!

Publicado: setembro 9, 2009 em Lutas Sociais

liberez-cesare-battisi

Libertem Cesare Battisti!

Hoje, dia 9 de setembro, será o julgamento de Cesare Battisti.

Nós, integrantes do Coletivo Libertário Trinca, expressamos nossa solidariedade ao escritor italiano Cesare Batisti, bem como nosso total repúdio à postura das autoridades italianas que o vem perseguindo e ao processo calunioso e difamatório organizado pelos meios de comunicação, a fim de criminalizar e macular a figura do literato por meio de uma construção equivocada da história da Itália, apresentada como um país inteiramente democrático e apagando-se os últimos anos da década de 70 (os “Anos de Chumbo”), momento histórico marcado pela radicalização da luta de classes e pela ação enérgica da situação que acossou implacavelmente os militantes de esquerda.

Na Itália, o fascismo não se extinguiu, apenas se “travestiu” de legitimidade de fachada democrática, fatos que os historiadores não poderão sonegar. Por isso, quem considera esses fatores conclui que Batisti não cometera os crimes dos quais o acusam, sendo, agora, acossado e condenado num processo duvidoso, com delações premiadas e regido por uma justiça cuja imparcialidade é altamente questionável. Assim sendo, fica ainda mais evidente que o escritor não é nenhum criminoso, mas um dissidente político, sua perseguição configura-se como um ato marcadamente político, representando simbolicamente a criminalização dos movimentos sociais e da geração de 68.
Sendo o Brasil um país que reivindica a democracia e no qual vigora uma lei de Anistia (para todos os segmentos envolvidos nas lutas desencadeadas no período conhecido como “Ditadura Militar”), seria uma profunda incoerência aprovar a extradição de Batisti, por se tratar de um perseguido político. Esta constatação garante o seu imediato asilo político, previsto na Constituição Brasileira (no Artigo 4º, parágrafo X).
O governo italiano, ainda, demonstra profundo desrespeito à soberania do Brasil, quando exige a extradição imediata de Batisti, fato oportuno que não aconteceu outrora, quando a França concedera asilo político a ele e a uma série de refugiados italianos. Caracteriza-se, dessa forma, a verdadeira intenção do governo italiano: calar esta voz que tem denunciado, por meio de seus livros, as arbitrariedades de um período histórico cercado de injustiças, cujos “ecos” ainda ressoam. Battisti é usado como um “bode expiatório” num momento em que a crise da sociedade produtora de mercadorias demonstra os seus limites e consequências nefastas.
Desta maneira, reivindicamos do governo Brasileiro a não-extradição de Cesare Batisti e a garantia de seu refúgio político em nosso país.
Batisti não é um criminoso, mas um escritor, ativista político e intelectual, injustamente acossado por defender suas posições pela transformação social e emancipação da classe trabalhadora.

Libertem Cesare Battisti!

Coletivo Libertário Trinca

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Mais informações sobre Cesare Battisti:

http://criticaradical.org/cesare.htm

http://cesarelivre.org/

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/03/443426.shtml

http://picasaweb.google.com/criticaradicale

Seguem artigos extraídos de Passa Palavra:

http://passapalavra.info/?tag=cesare-battisti

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Incluir no quê?

Publicado: setembro 7, 2009 em Boletins, Lutas Sociais

Incluir no quê?

 Não queremos o direito de ser explorados com dignidade, mas a abolição da exploração!

Mensagem sobre o Grito dos Excluídos. 

Todos os anos, temos protestos por emprego, direitos, terra, moradia, e inclusão social. Todas estas lutas expressam o sofrimento do proletariado e fazem parte da luta de classes contra os exploradores e opressores, possuindo sua razão de ser.

Mas gostaríamos de lembrar que esta sociedade capitalista, desde em que entrou em sua crise geral, ao aumenar  predomínio da máquina sobre o trabalho vivo, torna uma porção cada vez maior da humanidade como “não rentáveis” e supérfluos, enquanto deixa os demais trabalhadores em condições cada vez mais degradantes de exploração e opressão. E tudo isso num momento em que a tecnologia poderia permitir trabalhar um mínimo (10 a 15 horas semanais, talvez!) e satisfazer as necessidades de todos, sem que ninguem ficasse excluido. Para os que trabalham, a exploração intensa, e os baixos salários; para os excluídos, controle social, porrada e reintegrações de posse nas periferias. Cada vez mais a pobreza passa a ser caso de polícia. A cada dia fica mais evidente que é impossível incluir todos nessa sociedade. Enquanto houver dinheiro, nunca haverá o bastante para todos. A lógica desta sociedade é criar o desemprego, a exclusão e a exploração, e esgotar os recursos naturais, em nome do santo “desenvolvimento economico”, deixando só a terra arrasada e a destruição;  e nenhuma mudança de governo ou reforma vai mudar isso, porque é um problema estrutural. A única lógica que importa a esse sistema é a de “fazer a economia crescer” a qualquer custo. Não se produz sapatos ou roupas, mas se “gera valor”. Na lógica da mercadoria, tanto faz produzir livros, pães ou minas terrestres. Fica portanto a necessidade de decidir: incluir, mas no quê? Numa sociedade de exploração e opressão, que transforma até nosso rabo em mercadoria? Numa falsa democracia dos ricos que reserva o cacetete e a ditadura para os pobres, transformando o mundo numa grande Palestina?

Não se resolverá esta situação enquanto a luta popular direta não tomar o lugar da peleguisse dos representantes e burocratas oportunistas que usam os movimentos sociais só para se alçarem à condição de exploradores em cargos de poder e governo. Não saíremos da merda enquanto não perdermos as ilusões. Não lutamos para mudar as moscas, e nem queremos “merda para todos”. Não queremos ser “explorados com dignidade”, porque toda exploração é indigna. Nós reivindicamos a vida! É na organização de base da luta nos locais de trabalho e comunidades que encontraremos nossa força de resistência, de construir outra sociedade, de enfrentar os patrões, burocratas e seu estado e criar o poder popular!

A tarefa mais urgente da classe trabalhadora, neste momento, é reconstruir a luta de classes, unificando as diversas lutas pela base, superando os corporativismos, as brigas entre seitas políticas e fragmentações que o sistema impõe. E denunciar e derrotar a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Não pagaremos o preço da crise que querem descarregar em nossas costas. Esta crise não passou, ela mal começou ainda. A classe trabalhadora espremida pela crise precisa gritar em alto e bom tom: às favas o desenvolvimento econômico que só beneficia o sistema! Contra a ditadura da economia, imponhamos a ditadura das nossas necessidades. Desmercantilizar a vida! O mundo não é uma mercadoria!

Nós, proletários, teremos de escolher entre sermos sujeitos da nossa própria luta, ou sucumbirmos à miséria, destruição e a catástrofe para a qual os poderes dominantes e seus lacaios oportunistas nos conduzem, assistindo televisão e esperando pelas próximas eleições, que não irão mudar absolutamente nada.

Luta, Autogestão e poder dos conselhos de trabalhadores, nos bairros, terras, fábricas e cidades: o poder popular!