Arquivo de julho, 2010

http://liberdadepalestina.blogspot.com/

O nossos irmãos palestinos em situação de refúgio no Brasil precisam da ajuda de todos nós.
Faça parte da rede de solidariedade aos refugiados palestinos no Brasil que pretendemos construir.
Abrimos uma conta bancária para receber contribuições voluntárias dos simpatizantes da causa palestina que servirá de suporte para a inclusão social dessas pessoas que estão, desde que para cá foram trazidos em 2007, abandonados pela ONU e pelo estado brasileiro, sem condições de alcançar a auto-suficiência no Brasil e proibidos de procurar asilo em outro país ou usufruir do direito de retorno.

Elaboramos uma ficha “Compromisso de Adesão” para ser preenchida pelas pessoas que possam e queiram se comprometer a fazer depósitos de qualquer valor, mensais ou bimestrais. Temos no Brasil um grande número de militantes e simpatizantes da causa palestina e um pouco de cada um será o bastante para que os palestinos no Brasil possam sair da exclusão social em que estão hoje.

Quem conhece a história do povo palestino sabe muito bem o quanto eles precisam de ajuda, seja refugiado no seu próprio país, usurpado para a imposição do estado de Israel em suas terras, a Palestina, seja em outros países, como no Brasil. Sabe também que todos os dias, palestinos são retirados a força de suas casas, na Palestina (onde hoje é Israel) e os que resistem são presos ou mortos pelo governo israelense. Pois bem, o que talvez poucas pessoas saibam é que no Brasil vivem hoje cerca de 130 palestinos refugiados que foram trazidos em 2007 e foram instalados em Mogi das Cruzes (SP), e Venâncio Aires (RS) depois de viverem por quase cinco anos no campo de refugiados de Ruweished (deserto da Jordânia). Antes, viviam como refugiados no Iraque (Bagdah), de onde tiveram de fugir sob ameaça de morte, após a invasão daquele país pelos Estados Unidos em 2003.

Quando foram resgatados do Campo de Ruweished para serem trazidos ao Brasil, muitas promessas lhes foram feitas mas não foram cumpridas e desde então, a grande maioria passa por muitas dificuldades, cinco já morreram, alguns não conseguem pagar o aluguel de onde moram e sofrem ameaças de despejo, e a outros falta até casa para morar e recursos financeiros para satisfazer as necessidades mais básicas do dia a dia, o que inclui comida e medicamentos de uso contínuo. Entre eles há muitos, de todas as faixas etárias, homens e mulheres, com a saúde debilitada e sem a devida assistência médica. E ainda sofrem com a incompreensão e discriminação no dia a dia.

Quem estiver interessado em contribuir mensalmente basta postar um comentário nesta postagem informando um e-mail para contato e solicitando o envio da ficha “Compromisso de Adesão”, que deverá ser preenchida, escaneada e devolvida em anexo. Por e-mail enviaremos mensalmente as informações sobre a destinação dos recursos que houverem na conta e disponibilizaremos também tais informações neste blog.

Para quem quiser fazer depósitos esporádicos, segue abaixo o nº da conta, e se possível, informe por e-mail o dia e o valor do depósito:

Agência: 0350
Operação: 013
Conta nº: 00020048-0
Obs. Nos depósitos em caixas eletrônicos será solitado digitar os números na ordem acima.

Para quem for depositar por DOC, enviaremos, a quem me solicitar, o nº do CPF de um dos titulares da conta, documento exigido para tal operação.

Telefones para contato:
(11) 4796-5484 ou (11) 8389-2026 (Mauro)
(11) 6677-0766 ou (11) (Walid ou Huda)

Pedimos que todos contribuam e ajudem a divulgar.

Mauro Rodrigues de Aguiar
integrante do Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino
Mogi das Cruzes/SP
e-mail mroag@ig.com.br

Anúncios

http://maracatuboigy.blogspot.com/

Baque de festa e de guerra

O Maracatu Boigy é um grupo de maracatu de baque virado que pretende trabalhar em prol da transformação da sociedade. Temos o objetivo de participar e promover atividades de formação e ação contra o racismo e pela igualdade.
Acreditamos que a cultura do maracatu pode ser uma forma de resgatar a história dos escravos e reconstruir a identidade, transmitir valores e habitos, reunir as pessoas em torno de questões que são  comuns aos descendentes dos escravos.
Através das toadas pretendemos relembrar a história e, mais que isso, homenagear personagens da luta dos escravos, não pretendemos promover nenhum tipo de pensamentos de brasilidade ou levantar bandeiras do estado de Pernambuco ou de qualquer outro que seja, por que entendenmos que a bandeira do estado de pernambuco não representa a totalidade dos pernambucanos como também a bandeira do Brasil não representa a totalidade dos brasileiros. Desde a escravidão nosso povo é dividido entre senhores e escravos, portanto essa bandeira não foi escolhida pelos escravos. Resgatamos nossa verdadeira história e a cultura por que entendemos que a história na versão dos senhores é a que nos vem sendo nos contada na escola e no nosso dia a dia.
Entendemos o que muitos percebem hoje que a cultura do maracatu é uma riqueza mantida viva com muito esforço pelos maracatuzeros sendo um legado cultural do povo negro foi junto com os negros, nas periferias, onde essa cultura tem sobrevivido ao longo da história, foi nas ruas sem asfalto que essa cultura sobreviveu e que essa riqueza pode e deve ser usada em prol da igualdade e não pode ser transformada em mercadoria por simples interesses comerciais da insdústria cultural.
Hoje a cultura do maracatu está em vários estados brasileiros e é “brincada” por muitos jovens de todas as classes e isso pode dar a impressão que vivemos numa democracia racial.
O que de fato é uma mentira.
Se a riqueza imaterial das classes populares deve ser usufruída por todos então façamos o mesmo com a riqueza material. Esse maracatu vai ajudar nos reunir. Nossa religião, no sentido de fazer com que a gente se “re-ligue”, fazendo a gente se unir de novo e ganhar força.
O Maracatu Boigy pretende recriar laços de união!!
Nosso baque é de festa sim, com nossos irmãos, com nosso povo, com todos e todas que desejarem construir um mundo melhor; com esses nós sorrimos, comemos e bebemos em comunhão.
Mas é de guerra também
Aos senhores do engenho, aos donos, que de alguma maneira em algum momento da história se apropriaram de tudo e nos mantem desde então sob seu jugo.