Arquivo da categoria ‘Boletins’

Boletim do Trinca #3

Publicado: outubro 21, 2009 em Boletins

Incluir no quê?

Publicado: setembro 7, 2009 em Boletins, Lutas Sociais

Incluir no quê?

 Não queremos o direito de ser explorados com dignidade, mas a abolição da exploração!

Mensagem sobre o Grito dos Excluídos. 

Todos os anos, temos protestos por emprego, direitos, terra, moradia, e inclusão social. Todas estas lutas expressam o sofrimento do proletariado e fazem parte da luta de classes contra os exploradores e opressores, possuindo sua razão de ser.

Mas gostaríamos de lembrar que esta sociedade capitalista, desde em que entrou em sua crise geral, ao aumenar  predomínio da máquina sobre o trabalho vivo, torna uma porção cada vez maior da humanidade como “não rentáveis” e supérfluos, enquanto deixa os demais trabalhadores em condições cada vez mais degradantes de exploração e opressão. E tudo isso num momento em que a tecnologia poderia permitir trabalhar um mínimo (10 a 15 horas semanais, talvez!) e satisfazer as necessidades de todos, sem que ninguem ficasse excluido. Para os que trabalham, a exploração intensa, e os baixos salários; para os excluídos, controle social, porrada e reintegrações de posse nas periferias. Cada vez mais a pobreza passa a ser caso de polícia. A cada dia fica mais evidente que é impossível incluir todos nessa sociedade. Enquanto houver dinheiro, nunca haverá o bastante para todos. A lógica desta sociedade é criar o desemprego, a exclusão e a exploração, e esgotar os recursos naturais, em nome do santo “desenvolvimento economico”, deixando só a terra arrasada e a destruição;  e nenhuma mudança de governo ou reforma vai mudar isso, porque é um problema estrutural. A única lógica que importa a esse sistema é a de “fazer a economia crescer” a qualquer custo. Não se produz sapatos ou roupas, mas se “gera valor”. Na lógica da mercadoria, tanto faz produzir livros, pães ou minas terrestres. Fica portanto a necessidade de decidir: incluir, mas no quê? Numa sociedade de exploração e opressão, que transforma até nosso rabo em mercadoria? Numa falsa democracia dos ricos que reserva o cacetete e a ditadura para os pobres, transformando o mundo numa grande Palestina?

Não se resolverá esta situação enquanto a luta popular direta não tomar o lugar da peleguisse dos representantes e burocratas oportunistas que usam os movimentos sociais só para se alçarem à condição de exploradores em cargos de poder e governo. Não saíremos da merda enquanto não perdermos as ilusões. Não lutamos para mudar as moscas, e nem queremos “merda para todos”. Não queremos ser “explorados com dignidade”, porque toda exploração é indigna. Nós reivindicamos a vida! É na organização de base da luta nos locais de trabalho e comunidades que encontraremos nossa força de resistência, de construir outra sociedade, de enfrentar os patrões, burocratas e seu estado e criar o poder popular!

A tarefa mais urgente da classe trabalhadora, neste momento, é reconstruir a luta de classes, unificando as diversas lutas pela base, superando os corporativismos, as brigas entre seitas políticas e fragmentações que o sistema impõe. E denunciar e derrotar a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Não pagaremos o preço da crise que querem descarregar em nossas costas. Esta crise não passou, ela mal começou ainda. A classe trabalhadora espremida pela crise precisa gritar em alto e bom tom: às favas o desenvolvimento econômico que só beneficia o sistema! Contra a ditadura da economia, imponhamos a ditadura das nossas necessidades. Desmercantilizar a vida! O mundo não é uma mercadoria!

Nós, proletários, teremos de escolher entre sermos sujeitos da nossa própria luta, ou sucumbirmos à miséria, destruição e a catástrofe para a qual os poderes dominantes e seus lacaios oportunistas nos conduzem, assistindo televisão e esperando pelas próximas eleições, que não irão mudar absolutamente nada.

Luta, Autogestão e poder dos conselhos de trabalhadores, nos bairros, terras, fábricas e cidades: o poder popular!

Boletim Trinca 2

Boletim 3

Publicado: junho 1, 2009 em Boletins
Tags:

Boletim 1º de Maio