Arquivo da categoria ‘Formação Política e Teoria’


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Cartaz videodebate Cesar

Debate Passa Palavra

 

Professores ou Proletários? A Escola como fábrica

 

Um vídeo bastante profético

 

13 de Abril de 2009  
http://passapalavra.info

Este texto é o resumo de uma formação e debate com militantes sindicais professores  de base, ocorrida em novembro de 2008. Discute a proletarização da profissão docente, o papel da escola dentro da cadeia de produção capitalista, a fragmentação do pessoal docente e a consciência que os professores tem de si próprios. Por Otto João Leite

“Educação não é mercadoria”. “Reformas neoliberais estão nos atacando”. “Querem avaliar nosso desempenho”. Tais afirmações, que descrevem nossa situação atual, precisam ser analisadas em sua essência comum, para que possamos entender a nossa situação e lutar.

pinkfloydthewallAs manifestações artísticas possuem o dom de expressar pela estética o que as teorias consomem grandes volumes para demonstrar. O filme The Wall (1982), produzido pelo Pink Floyd, retrata em uma parte a cena duma escola, como uma produção em série de alunos-mercadorias homogêneos, que enfim, desabam da esteira da linha de produção dentro duma imensa máquina de moer carne. Mas os alunos decidem no final se revoltar e incendeiam a escola. A arte muitas vezes antecipa fenômenos sociais reais. (mais…)

zapata

 

Lutas México

Coletivo Libertário Trinca convida para o debate 

Autonomia e Poder Popular na América Latina:

Do Zapatismo aos novos movimentos sociais do México

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Jornal Passa Palavra

Publicado: outubro 4, 2009 em Formação Política e Teoria

 

 Passa Palava

 

Jornal Passa Palavra – um jornal a serviço das lutas sociais

 

A dominação capitalista, para ter eficácia na exploração, depende de conseguir estabelecer relações de poder e coerção, para sujeitar os indivíduos à lei do Valor e aos níveis de produtividade sempre crescentes. Para conseguir essa sujeição, ela recorre a toda uma engenharia social de decomposição política da classe trabalhadora, através da fragmentação dos trabalhadores e simultânea concentração do controle sobre o processo de trabalho através da microeletrônica, o que permite o fortalecimento dos gestores capitalistas e da classe capitalista em geral. Assim estão estabelecidas as bases para garantir a acumulação de capital e elevar a taxa de lucro. A tarefa que se coloca aos trabalhadores é a de se recompor como classe, fazendo suas lutas superarem o isolamento. Só assim as lutas podem superar as reivindicações parciais e se colocarem com caráter político como lutas anticapitalistas.

Para esse processo, o uso das novas tecnologias pelos trabalhadores é crucial, e assim as mídias alternativas têm sua importância.

Assim, temos o prazer de divulgar e recomendar calorosamente que todos acessem e ajudem a divulgar o Jornal Passa Palavra, uma nova mídia alternativa, que se destaca pela sua qualidade. Além do mais, o Passa Palavra constrói a reflexão anticapitalista a partir da realidade concreta das lutas, superando uma das mais problemáticas fragmentações que existem na esquerda: a fragmentação corporativa e de seitas políticas. Por essa razão, o Passa Palavra merece ser lido e divulgado em todos os meios onde haja um sentimento de luta social. Esse jornal pertence aos trabalhadores enquanto classe e é mais um valioso instrumento de voz da classe.

 http://passapalavra.info

Essencial para entender o caso Cesare Battisti. Vídeo L’eterna rivolta, com Toni Negri, em 5 partes. Está em italiano, mas o entendimento é relativamente fácil.

A Itália foi o ponto culminante da luta de classes e o laboratório da repressão e das modernas técnicas de poder. O estudo do período é essencial para se compreender a atual criminalização dos movimentos sociais, da esquerda anticapitalista e da pobreza.

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anselm

 

Palestra com Anselm Jappe, autor de As Aventuras da Mercadoria, uma obra fundamental para entender a atual crise capitalista e a crítica radical de Marx ao capitalismo.

O Centro Universitário Maria Antonia da USP recebe o teórico e professor Anselm Jappe para a palestra As aventuras da mercadoria às 20h do dia 29 de setembro.
Na palestra, Jappe, um dos principais estudiosos da obra de Guy Debord, propõe um novo olhar sobre a crise atual do capitalismo, que teve como recente expressão o último crack da economia americana e seu efeito dominó sobre o mercado global. Com base na retomada do interesse pelos escritos clássicos de Marx e na reflexão de pensadores contemporâneos como Moishe Postone e Robert Kurz, o teórico alemão afirma ser fundamental dispormos de uma crítica das categorias de base da modernização capitalista enquanto tal, e não apenas de sua respectiva distribuição ou aplicação.

Anselm Jappe é professor de estética da Academia de Belas Artes de Frosinone, na Itália, e doutor em História e Civilização pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Seus livros e ensaios foram traduzidos para diversas línguas, dentre os quais Guy Debord (Vozes, 1999) e As aventuras da mercadoria: para uma nova crítica do valor (Antígona, Lisboa, 2006) foram editados em português.

As aventuras da mercadoria
com Anselm Jappe
29 de setembro
terça-feira, 20h
entrada gratuita (retirar senha uma hora antes)
tradução simultânea

Centro Universitário Maria Antonia
3° andar · salão nobre

Informações
3255-7182 – r. 35

seminario escolas itinerantes flyer

Seminário Escolas Itinerantes – pelo direito à educação!

Um seminário sobre as escolas do MST.

Onde: Faculdade de Educação da USP

Quando: Dia 1 de Outubro, 19 Horas

Apoiar a Educação Popular!

Sobre politicos absolvidos em escândalos de corrupção… Vemos sempre, a cada um que é absolvido, as pessoas indignarem-se, e lançarem às mãos aos cabelos assustadas.
Nós ficamos espantados com o quê? Isso é absolutamente normal e era de se esperar. Esta é a estrutura do poder. Esse é o Estado, poder do capitalismo. Queríamos que fosse diferente? Esse poder não é o nosso poder, é o poder DELES, do sistema, do dinheiro, do capital…. como poderia ser diferente? Iria mudar algo se fosse outro partido ou outras pessoas no lugar? Não! Só mudariam as moscas… Como diz o adágio… “eles estão certos, nós é que estamos errados. Eles apenas estão cumprindo o papel deles, de explorar o povo, e nós não estamos cumprindo o nosso, de lutar e impedi-los…”

 
 

Holloway provoca: “Lula não é o problema”

Em conferência durante o Fórum Social Nordestino, o autor de Mudar o mundo sem tomar o poder sustenta: “a esquerda sempre fracassará, enquanto não superar a democracia representativa”

John Holloway – 2004

I

 

O que fazer com a desilusão? O que fazer quando a democracia não funciona?

O Brasil é um país muito especial para formular essa pergunta. Há apenas dois anos, a esquerda mundial festejou o triunfo de Lula nas eleições. Houve uma grande vitória para a democracia, uma vitória real para a esquerda . E não qualquer esquerda, mas um partido de militância comprovada, com um líder trabalhador de miltância comprovada. Aqui, finalmente, todo mundo podia ver que era possível mudar a sociedade através de eleições democráticas.

E agora? Dois anos depois, desilusão total. A eleição de Lula não mudou o Brasil, o governo segue implementando as mesmas políticas do capitalismo neoliberal.

O que farão então com a desilusão? Escolher outro líder e esperar que seja melhor que Lula? Formar outro partido e esperar que seja melhor que o PT? Isto é o terrível dos governos de esquerda: quando fracassam (e sempre fracassam) parece que não há nenhuma solução e se instala a depressão.

O fracasso de Lula não é simplesmente um fenômeno brasileiro. É a repetição, no Brasil, de uma experiência mundial. Há uma palavra que ocorre uma e outra vez na história da esquerda estadocêntrica em todo o mundo: traição. O fato da traição repetir-se tão seguidamente faz com que o conceito de “traição” se torne ridículo. O fracasso da esquerda não pode ser simplesmente questão de traição, da culpa de um líder nem de um partido: tem a ver com as mesmas estruturas. O fato de que não é apenas uma experiência brasileira significa que temos que ir mais além de uma crítica a Lula ou ao PT. (mais…)

Educação Popular

Coletivo Libertário Trinca os convida para a formação sobre Educação Popular:

Escola – Aparelho ideológico do Estado

13 de Junho, 17 Horas na APEOESP  Mogi das Cruzes

Boletim 1º de Maio

Marco Fernandes

O capitalismo passou por mudanças estruturais nas últimas duas décadas. Com isso, mudou também a dinâmica da luta de classes. Seu palco privilegiado sempre foi o processo de produção de mercadorias, o mundo do trabalho. Mas nesse palco é encenada atualmente uma tragédia. A crise que assola o sistema desencadeou o desemprego em massa, a precarização brutal das relações de trabalho e perda de direitos históricos maquiadas de terceirização, flexibilização e outras artimanhas empresariais (um dos resultados dessa tragédia, segundo a OIT, foi a morte de 2 milhões de trabalhadores no ano passado, vítimas de acidentes de trabalho e “doenças ocupacionais”). (mais…)

Tempo livre

Publicado: maio 3, 2009 em Formação Política e Teoria

Tempo Livre

O tempo da brecha na História
Sobre o uso do tempo pelo poder popular

Marco Fernandes[1]

Estamos sendo enganados?
A clássica jornada de 8 horas diárias de trabalho, outrora um direito conquistado – com muito sangue, suor e greves – pelos trabalhadores dos países industrializados, no centro e na periferia do sistema, vem se tornando um privilégio nos últimos anos. A falta de tempo pra família, pro lazer, ou simplesmente pro descanso, é uma das maiores queixas dos trabalhadores em todo o mundo, e os índices de stress no trabalho já atingem patamares assustadores, a ponto de serem tratados como “epidemia” pelas instituições de saúde ao redor do mundo: a Organização Mundial da Saúde, por exemplo, já declara oficialmente que o stress é o “mal do século”. (mais…)

Marco Fernandes *

Há cerca de dez anos, o povo pobre da periferia de Buenos Aires, na Argentina, (e de outras cidades do país), decidiu que não suportaria mais calado o sofrimento imposto pelo desemprego e pela miséria que castigava o país. Em pleno governo neoliberal de Carlos Menen, a classe média e os ricos ainda viviam o sonho consumista, viajando para Florianópolis e Miami como quem vai até a esquina. É quando surgem as primeiras organizações de desempregados, os chamados movimentos piqueteiros. O país foi então obrigado a ouvir a voz daqueles que não tinham espaço: a massa de pobres produzidos por uma economia em colapso, que em 2002 chegou a ter 30% de desempregados e mais da metade da população abaixo da linha de pobreza. A Argentina, que havia sido um país de classe média até meados (mais…)

BOLIVIA: Comunidade, máquina social da mudança

Em El Alto, subúrbio pobre da capital La Paz, moradores se organizam por transformações radicais no país

Marco Fernandes
de Montevidéu (Uruguai) (mais…)

Raoul Vaneigem

Em uma sociedade industrial que confunde trabalho e produtividade, a necessidade de produzir sempre foi antogonista do desejo de criar. O que resta de centelha humana, de criatividade possível, em um ser privado do sono às seis horas a cada manhã, que se equilibra nos trens suburbanos, ensurdecido pelo ruído das máquinas, lixiviado, cozido a vapor pelas cadências, os gestos privados de sentido, o controle estatístico, e jogado ao fim do dia aos saguões das estações, catedrais de partida para o inferno das semanas e o ínfimo paraíso dos finais de semana, onde a multidão comunga a fadiga e o embrutecimento? Da adolescência à aposentadoria, nos ciclos de vinte e quatro horas ouve-se o uniforme estilhaçar de vidraças: rachadura da repetição mecânica, rachadura do tempo-é-dinheiro, rachadura da submissão aos chefes, rachadura do tédio, rachadura da fadiga. Da força viva esmigalhada brutalmente ao rasgo escancarado da velhice, a vida se racha por todos lados sob os golpes do trabalho forçado. Jamais uma civilização atingiu tal grau de desprezo pela vida; afogada no desgosto, jamais um geração experimentou tal raiva de viver. Aqueles que matamos lentamente nos matadouros mecanizados do trabalho são os mesmos que discutem, cantam, bebem, dançam, beijam, ocupam as ruas, pegam em armas, criam uma nova poesia. Já está se formando a frente contra o trabalho forçado; os gestos de recusa já modelam a consciência futura. Todo apelo à produtividade é, sob as condições desejadas pelo capitalismo e pela economia sovietizada, um apelo à escravidão. (mais…)

Professores ou Proletários?

A escola como fábrica ou a grande máquina de moer carne

13 de Abril de 2009
http://passapalavra.info

Este texto é o resumo de uma formação e debate com militantes sindicais de base da APEOESP, ocorrida em novembro de 2008. Discute a proletarização da profissão docente, o papel da escola dentro da cadeia de produção capitalista, a fragmentação do pessoal docente e a consciência que os professores tem de si próprios. Por Otto João Leite

“Educação não é mercadoria”. “Reformas neoliberais estão nos atacando”. “Querem avaliar nosso desempenho”. Tais afirmações, que descrevem nossa situação atual, precisam ser analisadas em sua essência comum, para que possamos entender a nossa situação e lutar.

pinkfloydthewallAs manifestações artísticas possuem o dom de expressar pela estética o que as teorias consomem grandes volumes para demonstrar. O filme The Wall (1982), produzido pelo Pink Floyd, retrata em uma parte a cena duma escola, como uma produção em série de alunos-mercadorias homogêneos, que enfim, desabam da esteira da linha de produção dentro duma imensa máquina de moer carne. Mas os alunos decidem no final se revoltar e incendeiam a escola. A arte muitas vezes antecipa fenômenos sociais reais.

Marx, há 140 anos, em sua obra principal, O Capital, analisou o funcionamento da sociedade capitalista em suas estruturas e mecanismos. Sua descoberta fundamental foi a de que vivemos em uma sociedade cuja essência é a mercadoria, onde tudo se torna mercadoria, a começar pelas coisas fundamentais da vida – a terra, os meios de produção (instrumentos de trabalho) e a própria força de trabalho do homem (o próprio indivíduo vira mercadoria, um “proletário”). O capitalismo é um processo de mercantilização, de transformação de tudo em mercadoria. Essa mercantilização significa a acumulação de Capital e a proletarização das pessoas. (mais…)

A sociedade fraturada

Publicado: fevereiro 11, 2009 em Formação Política e Teoria
Favela de Paraisópolis

Favela de Paraisópolis

Uma imagem fala mais do que mil palavras, para se compreender essa sociedade. Democracia para uns, regime absolutista para outros. Quem trabalha para quem?