Arquivo da categoria ‘Uncategorized’

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Publicado: abril 14, 2010 em Uncategorized

Os professores da rede pública de ensino do Estado de São Paulo estão em greve desde o dia 8 de março, devido à precarização das nossas condições de trabalho, promovida por projetos de lei que retiram direitos nossos, instituem provas para classificação e de mérito, além da estagnação dos salários, situação que diminui o poder de compra do professorado. Enquanto o preço de tudo sobe, o nosso salário permanece o mesmo – ou seja, ele está sendo reduzido paulatinamente via inflação. Numa tentativa de camuflar isso, o atual governo criou um bônus que se baseia em metas de acordo com o desempenho dos alunos nas escolas, mais uma forma de nos iludir e nos fazer trabalhar mais sem receber aumento algum.

É mais barato para o governo-patrão pagar gratificações para alguns do que aumentar o salário de todos nós. Sem falar na desmobilização e desunião que essa gratificação gerará entre nós. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ameaçou não pagar os professores que teriam direito ao bônus, caso decidam aderir ao movimento grevista e a ameaça se estende aos dias parados de todos os que aderirem à greve. O direito de greve, garantido no artigo 9º de nossa Constituição, está sendo enterrado pelo governo Serra, através dessas sanções econômicas aos que optarem por exercer este direito constitucional.

Para nos iludir e desunir ainda mais, o governo Serra inventou a avaliação por mérito. Agora o aumento de salário será condicionado ao desempenho nessa avaliação. Detalhe: apenas 20% da categoria receberá esse aumento. Caso metade dos professores atinja um desempenho merecedor de aumento, apenas 20% da categoria será contemplada com o aumento salarial. Isto é justo? Mais uma forma do governo Serra economizar recursos, pois aumentando o salário de, no máximo 20% dos professores, o governo diminui seus gastos consideravelmente, e o pior é que esta verba economizada, dificilmente será usada na melhoria de nossas escolas públicas. Tal sistema gerará uma deterioração das relações profissionais e uma sobrecarga violenta de mais trabalho. Também desunirá mais ainda a nós professores, instaurando um clima negativo de competição nos locais de trabalho, e favorecendo também a pressão profissional e o assédio moral. Precisamos dizer NÃO à lógica de fábrica que estamos sendo submetidos!

O atual governo, não contente em iludir a nós, trabalhadores da educação, ilude também a opinião pública com propaganda enganosa, diariamente, na televisão. A publicidade do governo mostra escolas em perfeito estado de conservação, com salas de informática abertas aos finais de semana, dois professores em sala de aula, entre outras mentiras. A realidade que encontramos nas escolas é outra: sala de informática com uso restrito, inclusive durante o período de aulas; seguimos dando aula em salas superlotadas com cerca de 40, 50 ou mais alunos por sala. Com aulas em período noturno tendo 45 minutos, o professor tem pouco mais de 1 minuto para cada aluno em uma sala com 40 estudantes. Não precisamos ser especialistas para chegarmos à conclusão de que quanto mais alunos por sala, pior fica a qualidade do ensino e maior nosso stress e doenças de trabalho.

Não bastassem as mentiras nas propagandas do governo, os grandes meios de comunicação seguem publicando notícias mentirosas relacionadas à greve. Matérias dizem que a mobilização teve cerca de 1% de adesão da categoria e outras mostram o governador José Serra dando “graças”, por a greve não ter tido grande adesão. Como na maioria dos movimentos grevistas, a grande mídia sempre fica do lado do governo, veiculando informações para desmotivar os membros da categoria desinformados e ainda forma a opinião pública contra os grevistas.

Mas na sexta-feira 12/03 foi realizada uma manifestação com cerca de 40 mil professores (a grande mídia noticiou 5 mil) na Avenida Paulista em São Paulo, onde os professores decidiram em assembléia continuar em greve por tempo indeterminado. Também foi decidida a realização de “pedágios” nas principais avenidas das cidades, ou atos em praças públicas, panfletagem com carro de som, etc. Isso depende de cada subsede da Apeoesp. Tivemos outro ato no dia 19/03 com mais de 50 mil pessoas, e mesmo com a mídia omitindo a verdade, todos ficamos estupefatos com a truculência da polícia no dia 26/03 no Palácio dos Bandeirantes.


Vamos parar de apenas reclamar! Tomemos o sindicato de volta em nossas mãos!

Não bastassem os ataques de Serra/PSDB e do Governo Federal/PT e toda a cambada de tecnocratas dos dois governos contra nós (que apenas disputam poder entre si para nos explorar, sendo na essência iguais), ainda temos uma imensa dificuldade de mobilização, e com razão muitos professores criticam o sindicato. Mas de nada adianta criticar sem tomar atitudes práticas que mudem essa realidade.
Resumidamente, nos últimos dez anos, o governo teve êxito em dividir e esmigalhar em pedaços a nossa categoria, desunindo a nós professores. Isso gerou uma passividade forte e enfraqueceu as lutas. A consciência de nossa categoria regrediu, e muitos de nós caíram numa apatia, individualismo, e mesmo em posições pouco progressistas, conservadoras. Muitos procuram saídas individuais apenas, ou se iludem com o mito de que somos “classe média”, porque consumimos tudo através de endividamento.
Como nossa categoria se apassivou, o sindicato ficou esvaziado e passou a ser controlado por burocratas “profissionais da luta”, que fazem do sindicalismo uma profissão, meio de vida, e trampolim para politicagem eleitoreira. E isso acontece justamente pela ausência de nós professores organizados a controlar e impulsionar o sindicato, o que dá espaço para o surgimento de “profissionais da luta”, sindicalistas de escritório. Claro que um sindicato e toda greve, são de fato políticos – trabalhar, viver, se relacionar com as pessoas e com a comunidade são atos políticos, tudo é política – mas devem ser políticos no sentido de defender os interesses coletivos da classe, e não de grupos específicos que fazem pseudo-política com intenção de ascender socialmente, dançando de acordo com a música do poder.
Não adianta nos conformarmos, balançar os ombros e sairmos do sindicato desiludidos – mesmo porque com a instituição do imposto sindical, mesmo não sendo afiliados, nosso dinheiro irá para a instituição do mesmo jeito: uma parte de nosso salário! O que devemos fazer, portanto, é nos unirmos nas escolas, debater com nossos colegas de trabalho, nos mobilizarmos, fazendo o sindicato se movimentar, e tomando o controle de volta sobre ele, já que esse dinheiro descontado deve ser nosso e servir para a nossa luta por melhores condições de trabalho e salários, e não ser meio de vida de burocratas profissionais e pelegos, que fazem negociatas com o governo pelas nossas costas, a portas fechadas.
Em muitas subsedes, como Suzano, Mogi, Guarulhos, Santos, etc, existem agrupamentos de professores de Oposição combativos e sérios que contestam essa situação e lutam pela transformação de nosso sindicato. Mas sem o respaldo das bases e escolas, ficam isolados e até sofrem represálias. É bastante óbvio que os burocratas petistas da direção estadual do sindicato querem se apropriar de nosso movimento para finalidades eleitorais de disputa de poder com o PSDB – quem não percebe isso? Mas isso ocorre só porque nós professores deixamos, ao nos omitirmos e não assumirmos a frente da luta, ocupando o espaço do sindicato e participando dele ativamente. A pelegada sindical da direção estadual da APEOESP (Articulação Sindical petista) quer agora arbitrariamente reduzir a pauta de reivindicações a apenas salário, contrariando tudo que foi decidido em assembléias. Vamos permitir isso?
Colegas professores: o que vamos esperar? Nosso salário ser comido pelo aumento dos preços? Ficarmos doentes por tensão e excesso de trabalho? Sermos agredidos nas escolas? Sofrermos mais humilhação e assédio moral? Termos de acumular empregos, ficando doentes, apáticos e vendo nossas relações pessoais se deteriorarem? Sermos ainda mais explorados?
Por isso, nossa proposta é essa: vamos nos organizar, discutir nas nossas escolas, participar das assembléias e reuniões regionais, e fazer o sindicato se mobilizar em favor da categoria e encostar nosso patrão e os burocratas sindicais na parede, mostrando nossa força, dignidade, coleguismo, solidariedade e amor à profissão. Um bom começo seria mobilizarmos, discutirmos e nos organizarmos nas nossas escolas, e depois, formando comitês ou grupos de mobilização independentes, de professores, se possível com participação da comunidade escolar: funcionários, pais, alunos, associações de moradores, etc. Participar das reuniões sindicais e REs também é importante, mesmo a quem não seja afiliado. Sempre temos que lembrar: Quem não governa a si mesmo, acaba sendo governado e pisado pelos outros…

Coletivo Libertário Trinca – Por um Movimento classista pela Educação Popular

Mobilização pela derrubada do AI-5 Digital

17 de Maio de 2009

http://passapalavra.info  

No âmbito global, avançam as leis que atacam o livre acesso à Internet, transformando-a num espaço completamente vigiado. No Brasil, a ofensiva dos grupos econômicos se manifesta através do Projeto de Lei do Senador Azeredo, que em ato público foi rejeitado no dia 14 deste mês.

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Uma classe, várias lutas

Publicado: maio 13, 2009 em Uncategorized
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A subsede da Apeoesp de Mogi das Cruzes-SP reuniu, em um evento de 1º de Maio alternativo, diferentes grupos e pessoas dispostas a trocarem experiências e refletirem sobre os impasses das lutas populares nos dias de hoje.

sarau2Coletivos independentes, refugiados palestinos, militantes sindicais, ativistas de outras nacionalidades, artistas e membros da comunidade local compuseram o sarau de 1º de Maio realizado na subsede regional da Apeoesp de Mogi das Cruzes, na grande São Paulo. Diante do vazio de significado que a data comemorativa representa hoje para a maioria dos trabalhadores, a iniciativa de realizar um evento que conjugue discussão política com intervenções artísticas se apresentou como uma alternativa admirável e que merece ser repetida.

Na roda de discussão, que se seguiu à exibição de um filme sobre a luta do operariado de São Paulo no início do século XX, tiveram voz elementos representativos dos inúmeros segmentos em que se apresenta hoje a classe trabalhadora e suas frentes de lutas cotidianas.

A educadora Simone Maria abriu a conversação, apresentando um pouco das diversassarau1 aplicações que o conceito de educação popular tivera ao longo do século XX no Brasil. Aproveitou para reafirmar o compromisso que os atuantes neste setor devem ter com as entidades populares e com a transformação radical da sociedade, a exemplo do que têm feito algumas escolas de movimentos e cursinhos populares. Em seguida, um companheiro mexicano que visita o Brasil contou sobre as últimas experiências políticas que travam as organizações populares de seu país. César, depois de narrar resumidamente a insurgência dos povos de Oaxaca ocorrida em 2006 e a mobilização em curso para libertação dos presos políticos de San Salvador Atenco, destacou o recrudescimento das medidas repressivas dos poderes públicos e privados, manifestas pelo sistemático processo de criminalização das ações populares, deixando-nos a impressão de que nesta matéria há muito mais proximidade do que as distâncias geográficas podem fazer supor.

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Publicado: maio 5, 2009 em Uncategorized

formao

João Bernardo

In: Piá Piou. Revista do coletivo Cactus. Coletivo de mulheres que atua autogestionariamente em educação. São Paulo, N° 3, Novembro de 2005.

Contrariamente ao que afirma a esmagadora maioria dos políticos e dos estudiosos da política, uma das principais características da sociedade capitalista é o fato de o Estado não se limitar às instituições que formalmente o compõem: governo, parlamento, policia e tribunais. No capitalismo o Estado, muito mais do que um conjunto de instituições, é o conjunto de princípios organizacionais que deve presidir a estrutura interna de todas as instituições, mesmo as que não lhe estejam diretamente ligadas. (mais…)

Carta aos trabalhadores:

Algumas verdades que precisam ser ditas

A atual crise econômica mundial, consequência da ação cega das empresas e da lógica irracional e destrutiva do capital, já atinge fortemente a classe assalariada e estudantes brasileiros, mas, há um verdadeiro pacto de silêncio entre a elite capitalista, que detém os meios de produção e de manipulação da informação, e seus fieis escudeiros, governantes de plantão, no sentido de esconder as verdadeiras informações e nos manter “anestesiados”, condicionados a não ver os efeitos perversos da crise que já castiga a todos nós trabalhadores. São demissões em massa que já estão ocorrendo no Brasil, a redução de jornada de trabalho com redução de salários em muitas empresas, o risco iminente da retirada de direitos trabalhistas, a sangria de dinheiro público cedido às empresas sob a falsa justificativa de salvá-las da falência, o aumento da exploração e violência contra os trabalhadores. Tudo isso significa passar para nós o prejuízo da crise que o sistema capitalista criou, para que o Capital continue se alimentando do suor e sangue da classe assalariada.

Governos municipais, estaduais e federal omitem a verdade ao afirmar que o Brasil está blindado contra a crise que assola o mundo. O movimento sindical, na maioria controlado ainda pela CUT, e os partidos políticos, ajudam os governos e empresas a desarmar o trabalhador, aceitando as regras desse jogo de mentiras, omissões e traições contra nós trabalhadores. O dia da mentira não é apenas o 1º de Abril, mas todos os dias, quando ligamos a televisão ou lemos jornais e revistas, e ouvimos as declarações dos administradores do sistema, as quais os burocratas sindicais e partidários compactuam ao não desmistificar e denunciar. Qualquer um que ande pela rua percebe que a crise se manifesta em todos os lugares, e ela mal começou ainda.

A verdade que precisa ser dita aos assalariados e à juventude é essa: mesmo os partidos políticos e a grande maioria dos sindicatos que hoje promovem atos públicos supostamente em defesa de nós trabalhadores, acabam jogando esse mesmo jogo, na medida em que querem apenas chegar ao poder para continuar administrando a crise desse mesmo sistema, como ocorreu com o PT. Eles não querem combater a exploração e romper com este sistema, mas apenas “geri-lo” e se tornarem patrões-burocratas, obtendo ascensão social e cargos com privilégios. Assim, se tornam os “bombeiros do capitalismo” e assinam embaixo da política cruel de administração de crise, repressão sobre os trabalhadores e espremer os seres humanos em nome de salvar a economia e a produção de mercadorias. Os muitos militantes de base honestos, que marcham sob a bandeira dessas organizações, conduzidos pelos burocratas de plantão, deveriam agora abrir os olhos para isso e assumir uma posição crítica e racional, não se deixando ser massa de manobra desse jogo.

A proposta do Coletivo Libertário Trinca aos trabalhadores é que se unam contra os patrões e empresas, contra assumir o ônus da crise, com independência e autonomia em relação a todos os partidos políticos e contra o modelo de estrutura sindical burocrática existente e comecem a se organizar de forma independente, a partir dos seus bairros e locais de trabalho, visando a luta para resistir contra esse sistema, que quanto mais se desenvolve, mais monstruoso e destruidor se torna, ameaçando a existência da humanidade e nos conduzindo para a barbárie.

Trabalhadores de todo o mundo: unamo-nos contra os aproveitadores dos pobres!

Pela autonomia da classe trabalhadora!

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Sarau Do Trinca/ Palestina Livre!

Publicado: janeiro 22, 2009 em Uncategorized

Sarau do Trinca é uma iniciativa do Coletivo Trinca que procura, através da manifestação cultural, articular indivíduos e movimentos sociais em torno de eixos temáticos.
Nosso primeiro Sarau trará a questão palestina para o centro do palco. Para tanto, contaremos com palestra, leitura de poesia, apresentações musicais (com música regional palestina) e apresentações de videos.
O Sarau é gratuito. PARTICIPEM!

Sarau do Trinca/ PALESTINA LIVRE
dia: 14/02/2.009

Sarau do Trinca

Sarau do Trinca

horário: das 16:00 às 22:00hs
local: Rua Hamilton Silva Costa, 427, Mogilar. Mogi das Cruzes, São Paulo. (subsede da APEOESP Mogi, próximo à estação central de Mogi).