Quem somos

Quem é o Coletivo Trinca Autônomo, Anticapitalista e Antiburocrático 

Somos um coletivo de engajamento nas lutas sociais, que fomenta a formação política, ação cultural e mídias alternativas, cuja união se dá pela necessidade de reconstruir, sem atrelamento a partidos políticos, governos, empresas ou cargos, a luta social. Este Coletivo se formou pela constituição de uma rede de solidariedade entre trabalhadores, e se consolida como uma alternativa de organização autônoma de nós trabalhadores. Nossos princípios são o classismo, anticapitalismo, a solidariedade de classe, a defesa da auto-organização da nossa luta com autonomia e independência de classe em relação ao estado, partidos, empresas e instituições. Defendemos a horizontalidade e democracia direta contra o burocratismo e a hierarquização dentro dos movimentos sociais e sindicais, bem como a ação direta, como alternativa ao cretinismo eleitoreiro-institucional que só atrela os movimentos sociais à lógica do Capital.

Só assim poderemos lutar, junto a muitos outros coletivos,  pela reconstrução da luta social anticapitalista,  e pela construção de uma alternativa à exploração e opressão da ditadura do sistema produtor de mercadorias. Pela superação da exploração assalariada, do capital, do poder político separado dos indivíduos, da produção de mercadorias, da sociedade de classes, e das cisões de gênero, culturais e étnicas.

Não somos nem pretendemos ser uma vanguarda iluminada, nem deter a verdade ou uma doutrina política fechada. Antes, somos mais um dos coletivos de expressão da luta social e do debate crítico aberto e heterodoxo sobre a luta social.

A Trinca ou Os Trabalhadores Indispostos ao Capitalismo

 

O sistema era antes um pavimento de paralelepípedos:

Cheio de espaços e rachaduras por onde a água escoava

Mas ele se expandiu, colonizando todos os aspectos da vida:

Tornou-se uma dura, lisa e impermeável camada de asfalto.

Cada aspecto da vida tornou-se mercadoria,

Cada suspiro, gesto, ação,

Se dá sob a disciplina de empresa

O ritmo de produtividade, a meritocracia

E a lei do valor sufocam a vida e os homens

 

Mas justamente porque ele tomou tudo

E o asfalto é liso, duro e contínuo

Ele tem que rachar

E por cada trinca que surge

Nascem flores, depois arbustos

E por fim árvores

E quando uma trinca encontra outra

Surge uma rachadura

 

Não adianta os senhores taparem um buraco

Porque surgem outros

Somos uma entre muitas trincas

Somos a flor que brota do asfalto rachado

A vida emergindo e rompendo a casca

Abrindo as janelas do quarto escuro

O grito de dor reprimido

A realização da vida, da poesia, da arte e do amor

Somos o devir e o sonho incompreendido

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